quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Daqui a umas horas enfio-me num avião para Barcelona

E estou extremamente nervoso. E se rebenta uma janela e a pressão começa a sugar pessoas dali para fora? E se aparece um pássaro parvo que se enfia no motor? E se com este frio os flaps congelam? E se o motor não pega? E se o piloto se esquece das chaves do avião no quarto de hotel? E se o leme pegar fogo (que visto de terra deve ser um espectáculo visual interessante)?

Não estou mesmo nada habituado a andar de avião... E agora vou sozinho! Ao menos que vá uma velhinha simpática ao meu lado, simpatize comigo e me deixe toda a sua fortuna. Nada daquelas que passam a viagem a tossir e a cuspir gosma e expectoração verde para o lenço que depois enfia de qualquer forma pela manga acima...

O que vale é que a viagem é curta (passa num peidinho, expressão adorável) e depois vou estar com a Marta :)

Entretanto esta temperatura é que não me anima nada para sair de casa às 6h da manhã (juro que não foi montagem. Foi tirada num print screen e cortada na poderosa ferramenta de edição de imagem que é o Paint.)

O quentinho de Madrid às 01:56.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sabiam que...?

As artes estão ordenadas da seguinte forma:

1ª arte - Música

2ª arte - Pintura

3ª arte - Escultura
4ª arte - Arquitectura

5ª arte - Literatura

6ª arte - Coreografia

7ª arte - Cinema



E depois ainda há as que toda a gente discute e não se chega a um consenso:

8ª arte - Fotografia
9ª arte - Banda-desenhada

Quanto a mim, a culinária devia ser a 10ª arte. E vocês, o que acham?

Coisas que se vêem por Madrid II


Como mamar melhor e o caminho para a salvação eterna. Tudo na capital espanhola.

Futebol e chuva

Hoje tivemos o primeiro jogo de futebol da Copa Universitária. Não correu nada bem, perdemos 5-1. Os números não interessam quando temos uma equipa que está a ganhar por 1-0 e depois toda a gente começa a correr para a frente para querer marcar um golo. Também não ajuda termos chegado mesmo em cima do jogo e não termos tido tempo para aquecer. É igualmente chato só termos um substituto que se lesionou. Nem se fala do facto de o árbitro só ter dado 2 minutos de intervalo. Há coisas a corrigir, mentalidades a mudar, posições a aprender. Mas foi divertido até, é giro falar espanhol e chamarem-me Ricardo (aqui o Vítor Baía é tabu, porque, ao que me explicaram, um guarda-redes como ele não vale o que ele custou ao Barcelona) a torto e a direito.

Agora, incoveniente é esta chuva que cai desde as 22.37 da noite passada - e ainda não parou - e estes fantásticos 6º que estão lá fora. Frescote não?

domingo, 26 de outubro de 2008

Malucos

Acabou de passar um maluco na rua que ia a falar sozinho. Depois foi até ao fundo da rua e mesmo antes de virar a esquina parou. Parou e começou a falar, durante uns bons 4 minutos, para uma grade que estava ali, parada. A falar, quer dizer, a gritar. A gritar belos impropérios como "de puta madre", ou "hija de una grande puta". E virava a esquina e voltava para trás para a chamar "puta" mais uma vez. E depois fitava a grade, olhos nos olhos, e esperava uma resposta. Depois de a grade responder, ele gritava mais um pouco. Virava a esquina e voltava para trás, para a tratar mal mais um bocado. Para a grade. Fez-me lembrar o Vasco Santana, quando pediu lume a um poste. Mas em espanhol. E para uma grade. Tratou-a mesmo mal, abusou dela verbalmente. E não pediu desculpa. À terceira virou a esquina de vez e não voltou. Eu e a Bárbara ficámos chocados e a grade de certeza que ainda está combalida com toda esta situação. Pobre da grade, ninguém a vai consolar agora.
Se bem que também não sabemos a versão da história da parte da grade. Ela pode ter sido malévola para o pobre homem e agora, depois de tanto tempo, terem-se encontrado ali e ele perdeu a cabeça. Com a grade.

A pedido de muitas famílias

Uma actualização que não é um vídeo do Tubas.

Esta semana foi um tirinho, passou bem rápido. Tenho as terças e as quartas sem aulas, de forma que o marasmo se apodera de mim com alguma facilidade - mas também ajuda a que a casa se mantenha limpa.
Recebemos visitas, de duas polacas irritantes, amigas do Mariusz. Esta gente de Leste é estranha, muito fechada e de poucas palavras. Deitam-se tarde e levantam-se muito cedo. Já nós, fomos sair na quinta e chegámos a Getafe às 9h... Mas só porque o comboio só abre de manhã cedo (a sério Mãe!). Conheci uma pessoa, o Pedro de Lisboa, que gosta de música. Mas música a sério!! Estivemos numa discoteca (o Joy, que é um teatro restaurado) a falar de Miles Davis, King Crimson, Amon Dull, Victor Wooten... Foi bom, esquecer as frustrações de que 80% dos Eramus só querem sair, beber e fo*** e ter uma conversa culta.

Ontem fomos sair: jantares em casa da Sara e da Carla já são rotina e bem bom que são esses jantares. Gosto imenso quando nos juntamos todos e falamos em português bem alto, contamos histórias, bebemos uns copos e depois vamos para a rua. Em Madrid há sempre imensa gente na rua. Mas imensa mesmo! A Gran Vía tem sempre pessoas e carros, barulhos citadinos. É uma cidade bem viva.

O corpo é que se ressente bem mais e depois acontece como hoje: durmo das seis às seis. Ainda por cima agora a hora mudou, atrasou uma hora. O estranho é que se já amanhecia muito tarde (por volta das 8h), agora vai piorar. E vai anoitecer mais cedo. E eu ressinto-me com isso. Hoje quase nem me lembro de ter visto o sol.
Amanhã tenho que me levantar às 8h, para ir ter Relato Informativo. Vai ser de noite e está-me a fazer confusão. Felizmente não estou na Islândia ou na Finlândia, um desses nórdicos onde a noite parece eterna. Mas antes de me ir deitar, vou para a sala ver o Mundo Oculto, um programa de coisas estranhas que dá na Cuatro. A tv espanhola é uma coisa fantástica, a sério. Para o melhor e o pior.

PS - quinta vou a Barcelona matar saudades.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Para curar uma noite pouco dormida...

Por aqui ouve-se um dos nomes maiores do funk e que já colaborou com, imaginem, Pedro Abrunhosa. Falo, claro, de Maceo Parker.